Carta do Mundo Livre

"Temos que libertar-nos dos nossos limites imaginários."

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Se leu e entendeu os conceitos da Carta do Mundo Livre e de uma sociedade livre de dinheiro, mas ainda está céptico em relação às ideias, não está sozinho!

Muitas pessoas revoltam-se com a noção de remover o dinheiro, comércio e propriedade, e por muitas razões diferentes. Esta página tenta responder a estas objecções, que na maioria dos casos são perfeitamente compreensíveis.

Aqui estão as principais questões e críticas que as pessoas têm em relação a uma sociedade livre de dinheiro: (Clique para mostrar a resposta) [ Espandir/Minimizar todas ]

Se retirarmos o dinheiro, como vamos viver? Não seremos todos pobres?

O dinheiro não é essencial à vida. O que precisamos para viver são recursos e não dinheiro. O dinheiro é apenas uma ferramenta, inventada para ajudar a organizar a distribuição de bens raros. A tecnologia moderna oferece-nos agora uma potencial abundância destes bens tais como, alimento, água, abrigo, e uma alta qualidade de vida. Agora podemos obter, produzir e manufacturar todas as necessidades para a vida mais facilmente do que nunca. A única coisa rara hoje em dia é o próprio dinheiro!

Num mundo livre de dinheiro, o conceito de rico e pobre não terá significado pois todos terão igual acesso a tudo o que a vida tem para oferecer.

A ganância está na natureza humana!

A natureza humana só tem uma função: sobreviver. Este instinto de sobrevivência guia todos os nossos comportamentos. Por isso, quando somos confrontados com escassez, automaticamente tornamo-nos ganânciosos, porque é essencial para a nossa sobrevivência. Hoje em dia, o dinheiro é precioso e todos necessitamos dele para viver, por isso tentamos obter o máximo que conseguimos. É uma resposta perfeitamente natural a um mundo em que as pessoas que não têm dinheiro morrem.

Quando as pessoas compreenderem que já não existe verdadeira escassez, e que são uma parte vital da comunidade que as sustenta, a ganância e o egoísmo tornar-se-ão desnecessários. Os nossos instintos serão guiados para comportamentos positivos tais como cooperação, confiança e compaixão que também são necessários à sobrevivência.

Isto parece uma versão do comunismo, que falhou sempre.

Qualquer sistema político, incluindo o comunismo, que recorre ao dinheiro está condenado a falhar, porque incorpora a desigualdade e a opressão. O dinheiro, por definição, cria desigualdade, e para sustentar essa desigualdade é necessária opressão. O nível de desigualdade e opressão de qualquer sistema político determina quanto tempo esse regime durará.

Só há uma verdadeira lei a que devemos obedecer, e essa é a lei da Natureza. A recusa em obedecer-lhe resulta eventualmente em extinção. Precisamos de ultrapassar o governo e políticas tradicionais e resolver os nossos problemas comuns de acordo com a Natureza.

Não há propriedade? Então qualquer pessoa pode entrar na minha casa ou levar o meu carro?

Esta iniciativa não é apenas uma mudança económica, é um completo reestabelecimento dos valores humanos. Sem dinheiro, desaparece a maior motivação para a ganância. Onde não há ganância, não há luta pela posse. Para além disso, quando tudo é livre, ninguém precisa de cobiçar a sua propriedade pois podem simplesmente obter algo igual.

Num mundo livre, as pessoas também respeitarão o direito dos outros à sua casa, privacidade e segurança, porque é assim que serão ensinados deste tenra idade - sobre a comunidade, Natureza e como todos estamos interligados e mutuamente dependentes. Isto será ensinado paralelamente à leitura, escrita e aritmética.

Disparates, só precisamos de leis mais apertadas e mais responsabilidade!

Precisamos de educação e não leis. Dizer a alguém que 'não deve' fazer algo não se compara a uma pessoa educada num padrão em que compreende que 'não pode' fazer algo, especialmente quando as razões são simples, transparentes e justas.

Num mundo livre, as pessoas receberão esta educação ao melhor nível desde tenra idade - sobre comunidade, Natureza, o planeta, como funcionam e como todos estão interligados. As leis são um instrumento rudimentar que actualmente só é utilizado para disfarçar a nossa falta de justiça e educação apropriada.

Tudo é livre? Óptimo! Quero 100 pianos de cauda por favor!

Primeiro, e partindo do princípio que alguém teria uma razão justificada para precisar de 100 pianos de cauda, um nível apropriado de educação e responsabilidade para com a Natureza impediriam a maioria das pessoas de fazer tal pedido, devido ao grande esgotamento de recursos naturais e técnica humana que seriam necessários para o satisfazer.

Mesmo assim, se tal pedido fosse genuíno por alguma razão, não há razão para não ser satisfeito desde que fosse físicamente possível de fazer, e que a pessoa que fizesse o pedido aceitasse o tempo de espera que sem dúvida levaria para o concluir.

A ciência e a tecnologia não têm todas as respostas!

É verdade, e qualquer cientista não terá dificuldade em o admitir. A principal finalidade da ciência, de facto, é encontrar respostas, e fá-lo recorrendo a medições e dados concretos do mundo físico.

Algumas pessoas acreditam que existe um mundo para lá do físico. A ciência nunca o conseguiu provar e provavelmente nunca irá conseguir. Mas seja qual for a sua crença no meta-físico, os desafios que enfrentamos hoje são bem físicos e técnicos. Por exemplo, como abastecer toda a gente ao mesmo tempo que preservamos o planeta? Política, especulação e rumores não podem responder a isto. Uma abordagem científica é a única forma de encontrar respostas a problemas técnicos.

Não há nada a temer de um mundo tecnológico; a tecnologia já é uma grande parte das nossas vidas hoje em dia. Quando a separarmos do lucro, ganância e limitações de custo, tudo é possível. Sonhar com um mundo livre é humano, mas para o construir é necessária ciência.

E quanto aos trabalhos aborrecidos e desagradáveis que não podem ser automatizados?

Há muito poucas tarefas humanos que não possam ser automatizadas ou repensadas de alguma forma para permitir a sua automatização. No caso de uma tarefa desagradável ou mundana que por alguma razão não possa ser automatizada, é possível alterná-la voluntariamente pelos membros da comunidade local.

A maioria das pessoas, quando solicitadas para fazer tal tarefa uma vez por mês (por exemplo), e servir a comunidade que satisfaz todas as suas necessidades, teria todo o prazer em voluntariar-se. Quem não se voluntaria, não é obrigado a fazê-lo.

E quanto aos trabalhos 'humanos', tais como enfermagem ou educação?

Trabalhar em conjunto com uma finalidade comum é o que a maioria de nós faz todos os dias. Trabalhamos juntos numa empresa, família, bairro ou grupo. Gostamos de cooperar. Gostamos de pertencer. Pergunte a si mesmo quantas vezes por dia faz algo que não está directamente nos seus interesses ou pelo qual não é pago? A resposta irá surpreendê-lo.

Todos os dias, em todo o Mundo, ajudamo-nos uns aos outros porque queremos. Porque nos faz sentir bem com nós mesmos. Os humanos são uma espécie social e a cooperação surge naturalmente. Remover as nossas algemas financeiras irá libertar completamente este desejo de cooperação.

Pessoas que têm paixão e queda para estes trabalhos 'humanos' irão fazê-los única e simplesmente porque adoram fazê-los!

Mas não haverá motivação para trabalhar... ou para fazer seja o que for!

O dinheiro não é um incentivo para trabalhar, mas sim uma obrigação para ganhar dinheiro. Os verdadeiros incentivos para trabalhar são a paixão, a habilidade, a ajuda prestada, conhecer outras pessoas e querer aprender mais. Sem o dinheiro nas nossas vidas, as pessoas trabalharão apenas com estes incentivos, e serão muito mais felizes e produtivas como resultado.

Quanto a não haver nada para fazer, isso cabe a cada um. Num mundo livre, ser livre do trabalho e de restrições financeiras permite-lhe concretizar os seus sonhos de formas que agora apenas pode imaginar. Por exemplo, poderia viajar para qualquer sítio, em qualquer altura; seguir o seu hobby ou paixão sem restrições de custo; contribuir com a sua habilidade e talento para a comunidade; passar mais tempo com a família, etc.

Isto é apenas um sonho Utópico e provavelmente nunca irá resultar.

A utopia é ficção. Isto não é ficção. É tecnicamente possível agora, baseado em factos e no nosso conhecimento actual. Nunca foi feito antes porque nunca foi possível antes. O facto de não haver precedentes históricos não significa que não resulta ou que não vale a pena tentar.

Claro que não é um sistema perfeito e não reclama a resolução de todos os problemas do mundo, mas irá resolver a grande maioria deles, e por isso é bem superior ao que temos agora.

Onde estão os detalhes?? A Carta não diz nada sobre...

Há muitas, muitas questões que a Carta não discute. Referimo-nos a elas como 'questões secundárias'. A Carta refere-se apenas às questões mais básicas e primárias de como nos relacionarmos uns com os outros, com o planeta e com a Natureza. Tudo o resto é secundário a isso.

Quando concordarmos nestas regras fundamentais, como definimos o nosso mundo ou conduzimos a nossa sociedade deve ser um processo evolutivo auto-determinante. Pense nisto como criar um mundo melhor a partir do nada. A semente não sabe qual será o aspecto da planta.

Isto é algum tipo de culto ou religião?

Não. Tudo nesta iniciativa é apenas baseado em factos e senso comum. Para além disso, nunca lhe será pedido nada.

O mundo já está sobrelotado, não podemos salvar toda a gente!

A sobrepopulação é um sério problema mundial, mas não é algo que deve ser resolvido simplesmente deixando as pessoas morrer. Há abordagens muito mais humanas e sensíveis para controlar o número da população humana sem ser negligência cruel.

Para além disso, os problemas do número de pessoas estarão conosco - com ou sem mundo livre - e é muito mais provavél que consigamos encontrar um sistema racional através de educação positiva universal, gratuita e sem as restrições orçamentais do costume.

Isto não é o mesmo que os movimentos Zeitgeist ou Venus Project?

A iniciativa Carta do Mundo Livre foi originalmente inspirada pelo Venus Project de Jacque Fresco e a ideologia da Economiada Baseada em Recursos. Contudo há algumas diferenças básicas de abordagem:

A iniciativa Carta não propõe planos ou detalhes para uma futura sociedade, pois achamos que podem ser tópicos de divisão, e por isso uma distracção à necessidade mais urgente de simplesmente realinharmo-nos com a Natureza.

Não achamos que seja possível planear uma nova sociedade de cima para baixo. Como com todos os processos naturais, só pode acontecer de baixo para cima. Quando concordarmos em seguir apenas estas poucas regras da Natureza, então podemos permitir que a nossa sociedade evolua no sentido que mais desejar.

Não estamos interessados em grandes projectos, activismo ou recolha de fundos. A Carta é simplesmente um meio passivo de as pessoas mostrarem o seu apoio por uma ética baseada na Natureza que segue lenta, segura e positivamente rumo a um objectivo.

Apoiamos tanto o Venus Project como Zeitgeist, mas não estamos associados com nenhum deles. Se é um membro de qualquer uma destas organizações, convidamo-lo a assinar também a Carta do Mundo Livre.

Já vivo muito bem sem dinheiro - qualquer pessoa pode viver assim hoje em dia!

Muitas pessoas optam por um estilo de vida 'desligado da rede', cultivando os seus próprios produtos e auto-suficientes em energia. Contudo, a grande maioria das pessoas preferiria não viver assim. A maioria das pessoas não querem viver isoladas, e preferem a inclusão e segurança de uma grande comunidade.

A vida 'desligada da rede' pode resultar muito bem para alguns, mas apenas uma pequena minoria. É possível que também provoque maior pressão financeira em outros, já que os negócios tradicionais perdem clientes.

Eu sei que o nosso sistema actual não é perfeito, mas é o melhor que temos.

Imagine que não havia sistema e que lhe era pedido para escolher entre um que é livre, equitativo e sustentável, e outro que promove a ganância, desigualdade e poluição, qual é que escolheria? Não há comparação possível.

A verdade é que, o nosso sistema monetário é matematicamente impraticável com a sua dívida sempre a crescer, ele cria e promove a desigualdade e é prejudicial à própria vida através da priorização do lucro sobre as pessoas e o planeta. A única razão porque ainda usamos este sistema é porque ainda não nos adaptamos às nossas novas capacidades, e é simplesmente mais fácil manter o que conhecemos do que começar de novo.

OK, mas como passamos 'daqui' para 'ali'?

Existem tantas variáveis em relação a que mudanças específicas na sociedade iriam realmente desencadear tal transformação massiva no funcionamento global, que especular sore como se poderá desenrolar quase não faz sentido. A única coisa de que podemos ter a certeza é de que IRÁ acontecer quando bastantes pessoas o quiserem.

Espalhar a palavra sobre um mundo livre não nos levará à transição, espalhar a palavra É a transição. Já está a acontecer. Tudo o que precisamos é de vontade suficiente por parte das pessoas para fazer as mudanças necessárias. Mesmo apenas 1% da população mundial pode ser suficiente para começar uma reacção em cadeia imparável, mas quem sabe como de facto acontecerá!

Ainda vejo um grande problema nesta ideia!

Se ainda vê um grande problema nesta iniciativa que não foi discutido aqui, ou acredita que encontrou uma falha grave, então compare qualquer falha encontrada com o nosso sistema actual, cujas falhas incluem milhões a morrer à fome, pobreza, dívida, guerras, poluição e mortes desnecessárias.

É altamente improvável que qualquer potencial falha ultrapasse as muitas falhas do nosso sistema actual. Não é suposto este ser um sistema perfeito, mas é melhor do que o que temos agora. Se ainda discorda fortemente e gostaria de levantar um problema, por favor junte-se à discussão na nossa página do Facebook, e tentaremos responder às suas questões.

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